quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Continuação...

Depois de algumas horas chegamos em casa.

Estávamos cansadas da viagem, então subimos para dormir um pouco, porque com certeza iríamos fazer algo a noite.

- Bru... vem aqui, vou te mostrar seu quarto! [eu]
- Pensei que iria dormir no seu quarto... [Bruna]
- Quando quiser, óbvio... [disse em voz baixa] mas você tem um quarto seu... [ela riu]

Chegamos no quarto dela, coloquei sua mala perto da cama, abri a janela para ventilar o ar, enquanto ela fechava a porta do quarto. Ao escutar o barulho da porta se fechando, olhei para trás, ela estava encostada na porta me olhando como quem me desejava naquele instante. Sorri para ela e fui caminhando lentamente até a porta, quando já estava ao alcance dela, ela me puxou pela cintura firmemente, nossos corpos estavam colados. Eu olhei para ela, sorri e disse:

- Nossa! [sorri]
- Pois é... isso é vontade acumulada! Quero te agarrar desde quando estávamos no meu quarto arrumando nossas coisas... [ela mordia seus lábios depois de sua fala]
- Então não passe mais vontade... [eu]

Com uma de suas mãos ela segurava em minha cintura, com a outra segurava meu cabelo suavemente. Ela aproximou de meus lábios como quem queria me beijar, fui então beijá-la e ela se esquivou. Olhei para ela e sorri, ela levou sua boca até em meu pescoço e começou a beijá-lo. Meus olhos se fecharam ao sentir seus lábios tocando meu pescoço. Ela apertava minha cintura. Levei uma de minhas mãos até seu rosto, levantando-o para olhá-la, seus olhos eram fixos nos meus, ela sorrio. Aproximei meus lábios dos dela, os beijando lentamente. Nossas línguas se encontravam e brincavam, mordia levemente seus lábios, puxando-os e voltando a beijá-los. Ela acariciava minhas costas com a ponta de suas unhas, me fazendo arrepiar levemente. Ela foi me empurrando lentamente, até chegarmos na cama e ela me empurrar. Deitada na cama, fiquei olhando-a sorrir...

- Que tal estrearmos a minha cama nova?! [ela me olhava com aquele olhar provocante]

Eu somente sorri. Ela começou a vir em minha direção, até que me esquivei dela e me levantei, fazendo com que ela deitasse na cama e ali ficasse.

- Ai Madú... vou matar você! [ela me olhava]
- Matar porque? [eu estava rindo]
- E você ainda pergunta porque, cara de pau... [Bruna]
- Meu pai está em casa, você é louca?! [ainda ria]
- Ahh... seu pai! E daí... [Bruna]
- E daí que se ele vê uma cena dessas, você volta agora mesmo pra São Paulo, você quer isso?! [eu]
- Não... não mesmo! [Bruna]
- Então acalme seus nervos ai! [disse indo em direção a porta]
- Onde você vai? [perguntou Bruna]
- Pro meu quarto oras... fique a vontade pra tomar um banho! Qualquer coisa só me chamar, meu quarto é no final do corredor. [eu disse abrindo a porta para sair do quarto]
- E você não quer tomar um banho comigo?! [disse ela querendo me provocar]
- Não, não... fique a vontade ai! [disse quase fechando a porta]
- Aii como você é insuportável Madú... [disse Bruna jogando um travesseiro em direção a porta]

Antes mesmo de o travesseiro chegar a porta, havia fechado a mesma. Andava pelo corredor dos quartos rindo sozinha, quando vejo meu pai subindo as escadas...

- O que foi que está rindo Madú? [pai]
- Ahn?! Ah... nada não pai! A Bruna que é uma figura... [eu]
- Vocês se deram bem dessa vez né?! [meu pai observou]
- Nos demos né?! Engraçado... brigávamos como cão e gato... [eu]
- Agora parece até que vocês têm um caso... não se desgrudam! [meu pai riu]
- É verdade! [eu ria junto com ele]

Mal sabe o velho! kkkkkkkkk
Fui para meu quarto, arrumei minha mala e deitei em minha cama. Estava sorrindo como uma boba, pensando em como ia ser com a Bruna morando em casa, iria ter seus pontos positivos e negativos desse relacionamento... mas eu estava gostando dela, então não custava nada tentar!
Deitada na cama por algum tempo, o meu sorriso sumira, e minha feição mudara... estava séria, pensativa... comecei a lembrar que não estava tudo tão bem assim. Ainda tinha que conversar com a Lara. Eu estava com um certo medo, nem dera tempo para nos conhecermos bem, e eu já estava com outra... alias, em 1 semana somente já estava namorando. O que ela iria pensar de mim?! Que eu sou uma conquistadora barata, uma pessoa carente que não sabe ficar sem carinhos por alguns instantes, que sou uma pessoa que só pensa em mim mesma e que esquece que as outras pessoas têm sentimentos?! É... talvez eu seja assim, infelizmente!
Resolvi tomar um banho para poder me acalmar. Logo quando sai do banho, Bruna estava sentada em minha cama... me assustei ao vê-la.

- O que faz aqui?! [eu]
- Nossa... não posso entrar no seu quarto?! [Bruna]
- Pode... mas quero trocar de roupa! [eu]
- Troque... como se eu nunca tivesse visto nada que está em baixo dessa toalha, que convenhamos, é uma delicia... [Bruna se levantou e começou a caminhar em minha direção]
- Você gosta de um perigo né?! Meu pai está em casa Bruna... é melhor você sair... [eu estava preocupada com a presença de meu pai]

Bruna veio com suas mãos passando em meus ombros, que encontravam-se descobertos, suavemente. Ela me olhava com um olhar provocante...

- Sempre gostei de perigo! [ela sussurrou em meu ouvido]
- Bruuuna... [disse com meus olhos fechados e um pouco arrepiada]
- O que foi?! [ela continuava sussurrando em meu ouvido]
- Bruna, pára de me provocar... [ainda estava com os olhos fechados, ela estava me envolvendo]
- Você quer mesmo que eu pare?! [sussurrou e no final me deu uma leve mordida na orelha]
- Uhum... [quase não tinha concentração para responder]
- E se eu disser que estamos sós em sua casa?! [disse, e então começou a beijar meu pescoço]
- Estamos?! [respondia com os olhos fechados e sentindo sua boca]

Bruna levou suas mãos até as minhas, segurando-as e envolvendo-as em sua cintura. Minhas mãos que seguravam a toalha estavam em sua cintura e a toalha ao chão.

- Ops, caiu! [ela mordia seus lábios me olhando]

Eu logo comecei a encaminhá-la para cama, fazendo-a deitar. Ela vestia uma blusa de botões, cujos estavam sendo abertos. A medida que abria os botões de sua blusa, beijava seu pescoço, seu colo, indo de acordo com os botões, descendo minha boca em seu corpo. Ela me olhava e sorria. Lhe tirei a blusa, deixando-a somente de sutiã, mas minhas mãos fizeram com que as alças de seu sutiã caíssem de seus ombros, minhas mãos foram em suas costas e abriram o fecho. Comecei a beijá-la, ela deslizava suas mãos em minhas costas, arranhando-as levemente, levei minhas mãos até o cós de sua calça e comecei a abri-la. Parei de beijá-la por um instante e tirei lentamente sua calça. Comecei beijando suas pernas, suas coxas, chegando em sua barriga, passando minha língua pelo meio de seus seios, beijando seu pescoço e finalizando com uma mordidinha na orelha. A respiração de Bruna era descompassada, ela puxava a colcha da cama se contendo. Voltei a beijá-la, ela envolvia uma de suas mãos em meu cabelo. Levei uma de minhas mãos em seu seio e comecei a massageá-lo. Ela puxava meus lábios e voltava a beijá-los. Minha mão que massageava seu seio deslizava por sua barriga, descendo lentamente. Ela começou a apertar minhas costas com suas unhas com muita vontade. Eu a massageava fazendo movimentos circulares com os dedos, e cada vez mais ela me apertava com as unhas. A medida que ia acariciando-a, ela ia ficando mais ofegante. Levou suas mãos até a colcha da cama e começou a puxá-la, como quem queria tentar se controlar, mas não conseguia. Ela suspirava forte e soltava alguns rumores do tipo de desejo. Até que ela levou sua mão até a minha e me impediu que continuasse. Ela procurava controlar sua respiração. Eu levei minha boca em seu pescoço e lhe dei um beijo. Fitei-lhe e sorri. Ela me sorriu de volta e fechou seus olhos, comecei a lhe fazer carinho na cabeça, ela então se aconchegou pra mais perto de mim, envolvendo seu braço em minha cintura e entrelaçando nossas pernas.
Ficamos um tempo ali deitadas, somente nos entre olhando, então ela falou:

- Eu consigo esquecer de tudo quando estou com você sabia?! [Bruna]
- Mesmo?! [eu]
- Aham... queria sempre esquecer de tudo! [ela sorriu]

Dei um breve sorriso e permaneci em silêncio.
Comecei então a me levantar...

- Onde você vai? [Bruna]
- Me trocar... a gente tem que descer para almoçar rs [eu]

Bruna então se levantou e colocou novamente suas roupas que estavam jogadas ao chão.
Nos trocamos e descemos então, como nada tivesse acontecido.
Nos sentamos na sala, pois meu pai ainda não havia voltado com a comida.

- Poderíamos ter ficado mais tempo lá em cima, seu pai nem chegou ainda! [disse Bruna]

Logo depois escutamos um barulho na porta da sala, e então minha irmã e meu pai entram...

- Vamos almoçar?! [meu pai pergunta]

Olhei para Bruna e disse:

- Ou não! [soltei uma risadinha baixa]

Nos levantamos do sofá e fomos para mesa almoçar.
Durante o almoço fiquei pensando como seria dali pra frente, o que seria melhor para mim, melhor para ela... alguma coisa me preocupava, mas eu não sabia exatamente o que!

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